Biologia
A arte de entender que não somos donos da Terra, somos parte dela.
A arte de entender que não somos donos da Terra, somos parte dela.
Biologia é uma ciência que se preocupa com o estudo da vida nas suas mais variadas formas e níveis. O profissional dessa área é denominado biólogo.
GENÉTICA
Por: Lucas de Biazi Baccin
A genética é a área da Biologia responsável pelo estudo da transmissão do material genético e do modo de ação desses genes ao longo das gerações.
Ela estuda os conceitos de hereditariedade, as heranças que são passadas para nossos decentes.
Hipócrates foi o primeiro polímata a estudar essa área da qual há registros históricos sobre.
Gregor Mendel é conhecido como o pai da genética porque os seus estudos deram, de fato, os primeiros passos para o entendimento da área.
Para conhecer um pouco mais sobre a genética, é importante saber alguns dos conceitos principais para que o estudo dessa área seja realmente efetivo.
Cromossomos: são filamentos de DNA associados a moléculas de proteínas.
Células haploides (n): são células que possuem apenas um grupo cromossômico.
Células diploides (2n): são células mais complexas, possuindo dois grupos de cromossomos.
Genes: são uma sequência do DNA que faz parte de um cromossomo. Acredita-se que o gene é a unidade fundamental da hereditariedade. A soma total dos genes recebe o nome de genoma.
Homozigoto: é o organismo que apresenta par de alelos iguais para uma característica específica.
Heterozigoto: é o organismo que apresenta dois alelos distintos para uma característica específica.
Gene dominante: determina uma característica, ainda que esteja presente no genótipo em dose simples.
A teoria da evolução é uma teoria que explica a modificação dos seres vivos, ao longo do tempo, pelos processos de seleção natural, considerando a hereditariedade e a ancestralidade comum.
O termo evolução em Biologia se refere à modificação dos seres vivos ao longo do tempo.
Os principais fundamentos propostos por Charles Darwin são seleção natural, variação individual e hereditariedade.
O registro fóssil, homologias e estruturas vestigiais são algumas evidências de evolução biológica.
Diversos estudiosos propuseram diferentes explicações para a modificação dos seres vivos ao longo da história, como Conde de Buffon, Jean-Baptiste Lamarck e Robert Chambers.
A teoria sintética da evolução é o arcabouço teórico vigente sobre o tema e inclui as ideias de Charles Darwin, assim como conhecimentos da genética e biologia molecular.
CHARLES DARWIN
Charles Darwin foi um grande naturalista britânico e autor da obra “A origem das espécies”, considerada um dos livros acadêmicos mais influentes de todos os tempos.
Charles Robert Darwin foi um importante naturalista, nascido no dia 12 de fevereiro de 1809, na Inglaterra, mais precisamente na cidade de Shrewsbury. Esse importante pesquisador, desde muito jovem, já demonstrava seu amor pela ciência, dedicando-se às suas coleções e a realizar experimentos, com seu irmão, em um laboratório de química.
Darwin ficou conhecido por sua obra ‘’A origem das espécies’’, que contribuiu para o entendimento da evolução e, atualmente, é considerada um dos livros acadêmicos de maior influência na história.
Bioquímica:
A Bioquímica é a parte da Biologia que se preocupa com os processos químicos que ocorrem nos organismos vivos.
A Bioquímica é a parte da Biologia responsável pelo estudo das estruturas, da organização e das transformações moleculares que ocorrem na célula. Essas transformações configuram o que chamamos de metabolismo, que nada mais é do que as reações extremamente coordenadas que são fundamentais para garantir a sobrevivência, o crescimento e reprodução dos organismos vivos.
O metabolismo geralmente é classificado em anabolismo ou catabolismo. No primeiro caso, as reações químicas estão voltadas para a síntese de estruturas moleculares complexas a partir de moléculas simples. Já no caso do catabolismo, as moléculas complexas são degradadas em estruturas mais simples. Vale frisar que os dois processos ocorrem em todas as células vivas.
→ Processos bioquímicos dos seres vivos
No nível bioquímico, apesar da grande diversidade de formas de vida, muitas estruturas e processos são compartilhados por seres vivos bastante diferentes, o que facilita o entendimento da vida como um todo. Todas as espécies, por exemplo, são formadas por elementos básicos, como o carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, fósforo, enxofre e moléculas complexas, que realizam processos químicos para que a energia necessária à sobrevivência seja produzida.
De uma maneira geral, podemos afirmar que todos os organismos realizam quatro processos bioquímicos básicos para que ocorra a manutenção da vida:
→ Síntese de biomoléculas, tais como carboídratos, lipídios, proteínas e ácidos nucleicos;
→ Transporte de substâncias por meio das membranas;
→ Produção de energia;
→ Eliminação de metabólitos e substâncias tóxicas.
→ Descobertas bioquímicas
Entre as principais descobertas da Bioquímica que merecem destaque, podemos citar a compreensão da estrutura do DNA (ácido desoxirribonucleico), o entendimento da importância do gene para a síntese de proteína, a determinação da estrutura das proteínas e a compreensão das vias metabólicas.
O entendimento desses processos foi, sem dúvida, fundamental para o desenvolvimento de várias áreas, tais como a biotecnologia, a medicina e a agricultura. No campo da medicina, por exemplo, podemos destacar a importância dessa ciência no avanço da genética e no entendimento das doenças metabólicas, como diabetes, e até mesmo dos problemas degenerativos. Já no campo da agricultura, o desenvolvimento de variedades transgênicas garantiu um maior sucesso nas lavouras.
Percebe-se, portanto, que a Bioquímica nada mais é do que o estudo da química envolvida em todos os seres vivos, sendo, portanto, fundamental para o entendimento dos processos que permitem a manutenção da vida e o desenvolvimento de técnicas que garantam uma melhor qualidade de vida para todos. Vale destacar que, apesar do grande desenvolvimento da área, muito ainda deve ser estudado, sendo essencial o investimento constante nesse campo de estudos.
Fonte: Brasil Escola
Por: Lucas de Biazi Baccin
A Botânica é uma área da Biologia voltada para o estudo das plantas, mas que também inclui outros organismos vivos que tradicionalmente são estudados por botânicos, como fungos e algas. A Botânica apresenta uma série de subdivisões, sendo algumas apresentadas a seguir.
Anatomia vegetal: área que se volta para a estrutura das plantas. Nesse campo, estuda-se, por exemplo, como os tecidos vegetais estão distribuídos no corpo da planta e como a sua estrutura está relacionada com as adaptações das plantas ao meio em que vivem.
Fisiologia vegetal: subdivisão da Botânica que realiza o estudo do funcionamento das plantas. Processos como fotossíntese, nutrição, respiração e tropismos são estudados na fisiologia vegetal.
Morfologia vegetal: tem como objeto de estudo a morfologia, ou seja, a forma e estrutura das plantas. Nessa área, estudamos o formato das folhas, tipos de caules e raízes, por exemplo.
Taxonomia e sistemática vegetal: subárea da Botânica que se preocupa com a identificação e classificação dos vegetais.
Etnobotânica: estuda a relação existente entre os homens e as plantas, preocupando-se em entender como determinadas plantas são utilizadas por determinadas comunidades.
Ecologia vegetal: como o nome sugere, é focada no estudo da interação dos organismos vegetais entre si e com o meio.
Paleobotânica: área da Botânica preocupada com o estudo dos registros de organismos vegetais que viveram no passado. Esse estudo é importante para compreendermos, por exemplo, a evolução das plantas e como era o planeta há milhares de anos.
A IMPORTÂNCIA DE ESTUDAR AS PLANTAS
A Botânica é uma área extremamente importante, uma vez que as plantas são utilizadas de diferentes formas pelos seres humanos e são fundamentais para a manutenção da vida como conhecemos hoje. Quando falamos de plantas, logo nos lembramos de que elas são fonte de alimento para nós, seres humanos, e também para outros animais, os quais, muitas vezes, também servem de alimento para nós.
Não podemos nos esquecer também de que elas fornecem abrigo para diversas espécies, ajudam na manutenção do clima, garantem estabilização do solo e que, por meio do processo de fotossíntese, são responsáveis por liberar oxigênio, o qual utilizamos na respiração. Economicamente, as plantas são importantes por fornecerem madeira, fibras para confecção de roupas, matéria-prima para a confecção de papel e componentes importantes para a fabricação de cosméticos e medicamentos utilizados no tratamento de várias doenças. As plantas são também utilizadas para ornamentação, sendo usadas em jardins e parques.
Quando estudamos as plantas, podemos garantir, por exemplo, maior produtividade das plantas utilizadas pelo homem, descobrir novos compostos benéficos e entender como podemos garantir a preservação das diferentes espécies.
Fonte: Brasil Escola
Por: Lucas de Biazi Baccin
É um sistema de classificação hierárquica dos seres vivos, com intuito de identificar, descrever, nomear e organizar esses seres em grupos específicos de acordo com suas semelhanças evolutivas, genéticas, morfológicas, fisiológicas e moleculares.
Essa organização permite os estudos e a comunicação entre a comunidade científica e permite traçar a história evolutiva das espécies por meio das relações de parentesco dos organismos, agrupando aqueles que apresentam ancestrais em comum.
Em 1959, um período de grandes avanços da microscopia, o cientista americano Robert Whittaker propôs uma nova classificação biológica baseada nas diferenças celulares dos organismos, organizando-os em cinco reinos:
Monera: abrange todos os seres procariontes.
Protista: inclui algas e protozoários.
Fungi: reino dos fungos.
Plantae: abrange todas as plantas.
Animalia: abarca todos os animais.
Carl Woese, em 1977, propôs uma categorização que separa os seres procariontes em grupos distintos, criando assim os três domínios:
Bacteria: inclui as bactérias, a maioria dos procariontes conhecidos atualmente.
Archaea: inclui as arqueobactérias, procariontes menos comuns que vivem em ambientes extremos.
Eukarya: inclui todos os seres vivos eucariontes.
CATEGORIAS TAXONÔMICAS
Domínio: categoria mais ampla, agrupa os organismos com base em características celulares fundamentais, atualmente com a classificação de três diferentes táxons, o domínio Bacteria, o Archaea e o Eukarya.
Reino: agrupa os organismos de acordo com tipo celular, nutrição e organização corporal básica. São eles os reinos Monera, Protoctistas, Fungi, Plantae e Animalia.
Filo (ou divisão em Botânica): agrupa os organismos de acordo com o plano corporal básico e semelhanças na origem evolutiva.
Classe: agrupa organismos de um mesmo filo que compartilham características semelhantes mais específicas.
Ordem: agrupa organismos de uma mesma classe que compartilham características semelhantes mais específicas.
Família: agrupa organismos de uma mesma ordem que compartilham características semelhantes mais específicas.
Gênero: agrupa espécies intimamente mais relacionadas que têm em comum muitas características estruturais, evolutivas e genéticas.
Espécie: a categoria mais fundamental da classificação biológica, constituída por organismos semelhantes entre si, que compartilham um conjunto único de características idênticas e apresentam a capacidade de se reconhecerem, se reproduzirem e gerarem descendentes férteis.
Fonte: Brasil Escola